Sinefrina (p-sinefrina)
Amina simpaticomimética extraída da laranja amarga (Citrus aurantium), amplamente comercializada como termogênico após a proibição da efedrina, mas com evidência de eficácia fraca/mista e segurança cardiovascular controversa, sobretudo associada à cafeína.
O que é
A p-sinefrina é uma amina protoalcaloide encontrada principalmente na casca e no fruto imaturo da laranja amarga (Citrus aurantium, também chamada de laranja-azeda ou bigarade). É estruturalmente semelhante à efedrina, à norepinefrina e à epinefrina, e passou a ser amplamente utilizada em fórmulas termogênicas após a proibição regulatória da efedrina no início dos anos 2000 em diversos países.
Principais funções
Comercializada com o objetivo de aumentar o gasto energético e a lipólise (efeito termogênico), além de atuar como supressor leve de apetite em algumas formulações. É quase sempre encontrada associada a cafeína e outros estimulantes em produtos comerciais, o que dificulta isolar seu efeito real.
Mecanismo de ação
Diferente da efedrina, a p-sinefrina apresenta afinidade muito baixa pelos adrenoreceptores α-1, α-2 e β-1/β-2 clássicos, atuando de forma mais seletiva sobre receptores β-3 (relacionados à lipólise em tecido adiposo). Essa seletividade relativa foi historicamente usada para justificar um perfil de segurança cardiovascular mais favorável que o da efedrina — porém essa premissa é contestada por revisões sistemáticas recentes que documentam aumento de pressão arterial e frequência cardíaca com o uso prolongado, e por relatos de eventos cardiovasculares graves associados a produtos com sinefrina (isolada ou, mais frequentemente, combinada a cafeína e outros estimulantes).
Fontes alimentares
Não é um nutriente essencial nem está presente em quantidades relevantes na alimentação comum. A fonte é o extrato padronizado da casca/fruto de Citrus aurantium (laranja amarga), disponível apenas em forma de suplemento.
Biodisponibilidade
Boa absorção oral, com pico plasmático em cerca de 1–2 horas após ingestão. Não há acúmulo relevante com uso contínuo em doses convencionais, mas a variabilidade de concentração de p-sinefrina entre produtos comerciais é alta, o que compromete a padronização de dose e a comparação entre estudos.